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terça-feira, 26 de julho de 2011

Tchau

Pairar sobre céus arranhados
deliciosamente
sem pertencer a nada,
nem nuvem

Quero essa sensação de não-vida
café frio
sorvete derretido
e ninguém por perto.

Eu gosto de você
quase sempre
mas não preciso
e não insisto

em existir.
Existo, acaso,
vou livre
e não vôo raso.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Meu amor se alimenta

Meu amor se alimenta de esperas,
esta noite ela vem ou não?
O futuro não existe
e torna tudo possível.
Teus lábios na minha orelha
sussurram a página zero
de um livro a ser escrito.
Um livro de areia
à espera de uma onda
de um vendaval,
de um final.
Certamente imprevisível
no oráculo ilógico do acaso.
Mas o meu amor permanece
impassível, inventando passatempos
esperando latente
espumante alvorecer.