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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Neons

Neons n’água mais nada
nessa noite de asfalto molhado
meu coração sampleia
o mar de acordes,
eu nado em névoas.
Meu sonho mora e morre
na chuva na janela,
quando tudo é só uma gota.
Lágrimas minhas e suas,
mentiras nunca ficam nuas
em dias de sol.
As luas revelam o que eu quis esconder:
o mal que sua ausência me faz
é muito mais profundo e forte
do que sou capaz de derrotar.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Neons

Neons n'água, mais nada
nessa noite de asfalto molhado.
Meu coração sampleia
o mar de acordes,
eu nado em névoas.
Meu sonho mora e morre
na chuva na janela,
quando tudo é só
uma gota.
Lágrimas minhas e suas,
mentiras nunca ficam nuas
em dias de sol.
As luas revelam o que eu quis esconder:
o mal que sua ausência me faz
é muito mais profundo e forte
do que sou capaz de derrotar.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A cena

a chuva copula o asfalto
copiosa chora e mente
lembrança
de amor ausente.
toma de assalto
o fim da tarde
quente
molha com alarde
os tetos de zinco.
trança com a noite
tramas com charme
acerca do perdido.
tudo é agora:
o silêncio urdido
os corredores fugidios
as nuvens de estanho.
eu sou sozinho –
só um estranho
no ninho
do mínimo tamanho
dessa boca de cena.
acena discreta
a senha secreta
que eu vou para aí.