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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Longe

Meu livro retirado da estante
pesa como tijolo.
Não presta para erguer paredes,
atire-o contra a vidraça.
Caminhe sobre os cacos
e conhecerá meus passos.
Há sol, mas quero chuva de granizo
para lavar meu corpo.
É tão longe pra onde vou.
O que sou o tempo apaga –
até mesmo a lixa áspera
um dia afaga.
Eu serei outro. Eu serei algodão.

sábado, 18 de outubro de 2008

Canção pra te enaltecer

Teu riso branco de algodão
é espontâneo e insolente como as manhãs.
Teus expressivos olhos negros
ofertam novas verdades absolutas.
Teus cabelos como chuva sedosa
lavam toda ausência.
Tuas mãos pequenas e fortes
conduzem meu mundo.
Teu cheiro de eterno convite
espera única resposta.