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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Amanhã eu volto

Deixo o quarto, a casa,
a varanda
e me coloco onde gosto.
Toda noite me boto
junto ao fogo
e a cada vez aproximo
mais o corpo,
perto o bastante para ver
a chama no fundo do seu olho.



Ficamos assim toda a noite,
cara a cara, frente a frente,
olho no olho.
Você está do outro lado do fogo.
Então eu refaço o caminho
até o quarto
e me deito onde posso,
onde há mais conforto que calor,
e também é lugar que gosto.

domingo, 28 de março de 2010

Amanhã não existe

Eu perdi.
Tudo o que ofereci:
as vísceras expostas,
a alma nua,
o amor que nunca sentira.
Eu estive bem até aqui –
corpo inteiro, disposto,
as duas faces do rosto
prontas para os tapas.
Você viu e quis,
mas adiou ser feliz
o quanto pôde,
agendou para a vida inteira,
como se a vida estivesse
por começar sempre
na próxima primavera.
O teu amor não ganha energia,
não pede solução,
renova tua covardia.
E você, presa na própria teia,
incapaz de se ver no espelho.
Teu medo não te deixa.
Quem te roubou de si mesma?

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Sobre a noite de ontem, sobre o dia de amanhã

O corpo satisfeito
no meu peito,
o prazer molhado
nas pernas,
nos pêlos,
nos lábios.
O cabelo preto
no ombro nu,
a voz no ouvido,
suspiro
a vez de nós dois,
agora e não depois,
você não tem mais hora
pra ir embora.

terça-feira, 24 de março de 2009

A vez

Era pra ontem
Ficou pra hoje
Deixa pra amanhã
Nunca será.