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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Revirar

As pontas dos pés ainda não tocam o solo
enquanto desço a garganta do diabo.
Com as mãos reviro os sentimentos
até o novo caldo de sabor desconhecido,
temperado com especiarias da dor
e das descobertas.
Tomo posse das minhas perdas.
Emergirei revigorado.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Revirar

As pontas dos pés ainda não tocam o solo
enquanto desço a garganta do diabo.
Com as mãos reviro os sentimentos
até o novo caldo de sabor desconhecido,
temperado com especiarias da dor
e das descobertas.
Tomo posse das minhas perdas.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Garganta do diabo

Motivado pelo teu desamor
eu desço à minha garganta do diabo.
No quarto vermelho,
abraço meu demônio azul
com respeito e afeto
antes do conflito.
Eu vim olhar nos olhos da dor
vim buscar as minhas razões,
encontrar o que perdi
ou o que nunca tive.
Eu estou tentando
desesperadamente
me manter de pé,
e, no fundo, sei que estou
completamente só.
Neste quarto escuro,
neste deserto,
nem meu nome eu sei.

domingo, 23 de novembro de 2008

Revirar

As pontas dos pés ainda não tocam o solo
enquanto desço a garganta do diabo.
Com as mãos reviro os sentimentos
até o novo caldo de sabor desconhecido,
temperado com especiarias da dor
e das descobertas.
Tomo posse das minhas perdas.
Emergirei revigorado.