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sábado, 21 de agosto de 2010

Estar onde estou

O avesso da ressaca é o êxtase.
Estar onde estou agora.
Sem hora de ir embora,
sem pegar trânsito
para sair do transe.
Eu quero ficar no que há
de sublime no ar.
O momento quente
congelado no tempo.
Você me dá um doce,
pedaço de paraíso torto.
Não saio daqui nem morto.
O avesso da morte é o amor.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Suspensão

Apaga a luz, abaixa o som,
eu quero mandar o mundo morrer,
que de vez em quando é bom.
Deixar correr
o rio, a lágrima, o sangue, o gozo.
Eu quero ficar parado no vento -
helicóptero, beija-flor -
contemplar meio distraído
o vôo e o pouso, solitário e livre.

Pendura a alma no cabide,
o corpo deixa no sofá.
Hoje eu não quero ser tigre
na selva de concreto,
eu não quero ver de perto,
nem provar que estou certo.
Quero ficar suspenso
no hiato atemporal do êxtase
e esquecer que carrego
mil momos nos ombros.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Estar onde estou

O avesso da ressaca é o êxtase.
Estar onde estou agora.
Sem hora de ir embora,
sem pegar trânsito
para sair do transe.
Eu quero ficar no que há
de sublime no ar.
O momento quente
congelado no tempo.
Você me dá um doce,
pedaço de paraíso torto.
Não saio daqui nem morto.
O avesso da morte é o amor.