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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Nota oficial


Não tenho vocação para a felicidade.
Há tristezas tão belas,
E o belo justifica-se por si.
Prefiro o instante sublime
à assustadora eternidade.
Tudo tem seu tempo.
É preciso aceitar que o tempo de algumas
Coisas e sentimentos
Foi ontem.
Gosto de despedidas,
ainda que às vezes doa não termos
Vivido tudo o que poderíamos.
A história vira memória ao amanhecer.
O casamento é o epílogo da paixão.
A monogamia é uma violência.
Sempre tentei ser leal a mim,
Nem sempre consegui.
Todo mundo mente,
E as mentiras pra mim mesmo são as principais.
Sou um canalha romântico
Amo sobre todas as coisas a minha liberdade.
E a liberdade anda presa à solidão.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Por isso, pra sempre

Somos amigos -
melhores amigos! -
Amigos coloridos
amantes, clandestinos, cúmplices
íntimos, escondidos.
Apaixonados contidos,
descompromissados contínuos.
Somos a soma de tudo isso,
temos o que há de mais parecido
com o que se chama amor.
E por ser apenas semelhante
somos o durante.
Este preciso instante
pra toda a vida.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Instante

Quantos instantes na vida
explodem em magia e sentido?
Quando os olhos do outro
são espelho sem distorção?
Quando a vida pode acabar
porque atingiu a plenitude
e nem o fim é capaz
de roubar-lhe a eternidade?

Eu quero ser contemporâneo
dos meus sentimentos
perpetuamente.
Sem reparos sobre o que já passou,
sem dívidas a resgatar no que virá
e este presente
mal vivido, incompetente.

Eu quero o que não tive:
intenso, melhor ou pior,
com a coragem da entrega.
Sou ao mesmo tempo – sempre o tempo! –
o abismo, a cobaia e a experiência.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Instante

Quantos instantes na vida
explodem em magia e sentido?
Quando os olhos do outro
são espelho sem distorção?
Quando a vida pode acabar
porque atingiu a plenitude
e nem o fim é capaz
de roubar-lhe a eternidade?

Eu quero ser contemporâneo
dos meus sentimentos
perpetuamente.
Sem reparos sobre o que já passou,
sem dívidas a resgatar no que virá
e este presente
mal vivido, incompetente.

Eu quero o que não tive,
intenso, melhor ou pior,
com a ousada coragem da entrega.
Sou ao mesmo tempo – sempre o tempo! –
o abismo, a cobaia e a experiência.