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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Nota oficial


Não tenho vocação para a felicidade.
Há tristezas tão belas,
E o belo justifica-se por si.
Prefiro o instante sublime
à assustadora eternidade.
Tudo tem seu tempo.
É preciso aceitar que o tempo de algumas
Coisas e sentimentos
Foi ontem.
Gosto de despedidas,
ainda que às vezes doa não termos
Vivido tudo o que poderíamos.
A história vira memória ao amanhecer.
O casamento é o epílogo da paixão.
A monogamia é uma violência.
Sempre tentei ser leal a mim,
Nem sempre consegui.
Todo mundo mente,
E as mentiras pra mim mesmo são as principais.
Sou um canalha romântico
Amo sobre todas as coisas a minha liberdade.
E a liberdade anda presa à solidão.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A minha verdade

Estamos todos soltos no labirinto do Minotauro.
Soltos não.
Despejados aqui para a cruel diversão de deus ou do destino,
ratos em seu laboratório.
A cada paixão, tenho a miragem de uma janela,
ilusão de esperança e liberdade.
É apenas a hora de sol,
o passeio no pátio do cárcere.
Devo me amarrar à árvore no deserto
e, em silêncio, jejuar por luas,
até que brote a nascente da rocha.
A minha verdade.
Eu não sei fazer silêncio.
Calar o pensamento e soltar a voz
da intuição.
Eu venho tentando sentir o gozo
e a dor no corpo.
Mas é preciso navalhar abaixo da pele.
É preciso o rasgo.
A liberdade.
O que seja sentimento sempre renovado
e não o vício da emoção
repetida em doses mais fortes
em intervalos mais curtos.
Tudo que eu dei até hoje foi a minha vida.
Em vão.
Eu não vivi.
E jamais amei.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Janela

Há os fortes
também os fracos
eu eu penso na vida
na solidão em mim.

Há os corajosos
também os covardes
e eu penso na morte
talvez seja melhor assim.

Quando olho pela janela
imagino a liberdade e vôo
louco para o renascer
não definitivo fim.



(Letra: Leandro Wirz / Música: Alair Drummond)